Praça Luz

Vila Madalena, São Paulo - SP

2010

7.000 m²

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Essa praça tem como característica a escala cotidiana, destinando-se ao convívio das pessoas e também à ligação de trabalhadores apressados entre a Rua Mauá e o Viaduto General Couto Magalhães.

É dotada de arborização, bancos e jatos d´água tornando-se assim um espaço essencial para a cidade apertada e sufocante de hoje em dia.

Entrando pela Rua Mauá, uma pequena alameda de Erythrina mulungu com flores vermelhas recepciona o visitante e o direciona tanto para outra alameda com Caesalpinea peltophoroides com flores amarelas de grande beleza quanto para a direção oposta que vai dar na outra entrada marcada pelo piso de granito com luzes e jatos d´agua refrescantes com um Schinus terebinthifolius que possui um perfume bem peculiar para fazer esse agente receptivo para visitantes.

Esse piso de luzes é marcado por um jogo de proporções, bem desenhado, seguido na mesma linha pelos jatos d´agua, criando um ambiente lúdico com bancos de madeira com formas orgânicas, dando a sensação de bem estar e tranqüilidade para quem freqüenta a praça e encontra esse oásis urbano.

Seguindo adiante temos um deck de madeira Ipê que é utilizado como banco em suas laterais. A vegetação tropical, com sua forma e volumetria, confere plasticidade ao espaço e convida os visitantes à contemplação.

Por toda a praça os Ipês aparecem de todas as cores, com a preocupação não só, emblemática de ser o Ipê amarelo, o legítimo símbolo representante da flora brasileira, mas como também essas árvores revelam a preocupação de sombrear o local.

As vibrações decorrentes das ondulações propostas para o desenho dos canteiros formam um contraste com a arquitetura retilínea, e apresentam uma vegetação valorizada pelas cores, sombras e reflexos, tornando- se uma sugestiva área fechada até o peitoril.

A vegetação que desce dos degraus do talude é a Bougainvillea glabra, criando ritmos e exibindo as linhas sinuosas de área verde e área construída, na proporção adequada.

Os ritmos na forma de canteiros são compostos de vegetação para área sombreada e correspondem à organização de um quadro, com o acréscimo de plantas perfumadas e soluções arquitetônicas que envolvem o desenho de piso com pedriscos em formato orgânico.

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